14/09/2012

Repórteres de Guerra



O filme “Repórteres de Guerra”, que assistimos no Ciclo Semana da Fotografia no UCS Cinema, no dia 17 de agosto, serviu para refletir sobre a prática do jornalismo sob as lentes de um fotógrafo. Justamente por retratar uma história real e mostrar como uma boa imagem pode contar ao mundo o que acontece em qualquer lugar do planeta, ele já assume um papel de extrema importância no meio da comunicação. A ética que permeia o ambiente ressalta aos olhos de quem assiste quando, especialmente, as fotos expõem a extrema violência e brutalidade vividas na África do Sul, após o fim do regime de Apartheid South Africa. É uma exposição que choca, porém denuncia. O grupo de jovens repórteres de guerra – Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken Oosterbroek – tornam-se amigos, mas acima de tudo cúmplices no compromisso de contar a verdade ao mundo. Eles arriscam suas vidas para eternizar em imagens as cenas brutais. Marinovich e Carter foram os únicos a ganhar o Prêmio Pulitzer de Jornalismo. No entanto, isso tudo nos faz refletir se tudo vale a pena por uma boa foto. Até que ponto a segurança deve estar acima do trabalho? O fotógrafo deve ou não interferir na notícia? Existe limite para o fotojornalismo?