O filme “Repórteres de Guerra”, que assistimos no Ciclo
Semana da Fotografia no UCS Cinema, no dia 17 de agosto, serviu para refletir
sobre a prática do jornalismo sob as lentes de um fotógrafo. Justamente por
retratar uma história real e mostrar como uma boa imagem pode contar ao mundo o
que acontece em qualquer lugar do planeta, ele já assume um papel de extrema
importância no meio da comunicação. A ética que permeia o ambiente ressalta aos
olhos de quem assiste quando, especialmente, as fotos expõem a extrema
violência e brutalidade vividas na África do Sul, após o fim do regime de
Apartheid South Africa. É uma exposição que choca, porém denuncia. O grupo de
jovens repórteres de guerra – Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken
Oosterbroek – tornam-se amigos, mas acima de tudo cúmplices no compromisso de
contar a verdade ao mundo. Eles arriscam suas vidas para eternizar em imagens
as cenas brutais. Marinovich e Carter foram os únicos a ganhar o Prêmio
Pulitzer de Jornalismo. No entanto, isso tudo nos faz refletir se tudo vale a
pena por uma boa foto. Até que ponto a segurança deve estar acima do trabalho?
O fotógrafo deve ou não interferir na notícia? Existe limite para o
fotojornalismo?
