21/09/2012
- Quando começou o jornal e o que significa a palavra?
O jornal impresso entrou para a história definitivamente quando a
experiência tipográfica se somou à jornalística. Com a descoberta do
papel, a escrita ganhou maior amplitude devido à edição dos livros. Daí
até os jornais impressos foi um pulo significativo. Sem a associação de
todos esses elementos o jornal impresso não teria surgido.
O jornal impresso surgiu por volta do ano 1600, um século e meio depois da descoberta da tipografia. Neste intervalo, somente os livros eram impressos tipograficamente e os jornais, feitos à mão. A tipografia realmente ajudou a multiplicar os jornais, mas, em sua essência, eles nada tem a ver com o invento. Sendo assim, a palavra jornal se transformou em vestimenta de ideias. Para COSTELLA (2002), jornal é “toda e qualquer publicação dotada de atualidade, periodicidade e variedade de matéria”. O autor destaca que existem outros tipos de jornais: o de rádio e o de televisão, por exemplo, que nada têm a ver com a tipografia.
Um exemplo curioso que ele traz é o Jornal de Poste, um periódico datilografado em folhas de papel com cópias feitas com carbono que era afixado em placas estrategicamente distribuídas na cidade. As manchetes eram escritas à mão. Esse tipo de jornal pode ser comparado hoje aos cartazes que são colocados em murais de escolas e empresas, e ainda comprovam sua eficácia pela agilidade e atualidade. Entretanto, se levarmos em consideração a evolução dos canais de comunicação podemos dizer que um Blog exerce o mesmo papel de uma maneira muito mais rápida e multiplicadora.
Já o Mural Romano se assemelha muito mais a “house organs”, como forma de prestar contas ao público afim sobre suas ações, compartilhando informações de interesse coletivo. Então, podemos nos arriscar a dizer que hoje ao invés do Jornal de Poste temos o “Face a Face”, e no lugar do Mural Romano o “News”.
O jornal impresso surgiu por volta do ano 1600, um século e meio depois da descoberta da tipografia. Neste intervalo, somente os livros eram impressos tipograficamente e os jornais, feitos à mão. A tipografia realmente ajudou a multiplicar os jornais, mas, em sua essência, eles nada tem a ver com o invento. Sendo assim, a palavra jornal se transformou em vestimenta de ideias. Para COSTELLA (2002), jornal é “toda e qualquer publicação dotada de atualidade, periodicidade e variedade de matéria”. O autor destaca que existem outros tipos de jornais: o de rádio e o de televisão, por exemplo, que nada têm a ver com a tipografia.
Um exemplo curioso que ele traz é o Jornal de Poste, um periódico datilografado em folhas de papel com cópias feitas com carbono que era afixado em placas estrategicamente distribuídas na cidade. As manchetes eram escritas à mão. Esse tipo de jornal pode ser comparado hoje aos cartazes que são colocados em murais de escolas e empresas, e ainda comprovam sua eficácia pela agilidade e atualidade. Entretanto, se levarmos em consideração a evolução dos canais de comunicação podemos dizer que um Blog exerce o mesmo papel de uma maneira muito mais rápida e multiplicadora.
Já o Mural Romano se assemelha muito mais a “house organs”, como forma de prestar contas ao público afim sobre suas ações, compartilhando informações de interesse coletivo. Então, podemos nos arriscar a dizer que hoje ao invés do Jornal de Poste temos o “Face a Face”, e no lugar do Mural Romano o “News”.
A evolução do papel
O homem, desde que começou a viver em grupo, teve a
necessidade de se comunicar. Depois da descoberta da escrita, sua aplicação no
papiro ampliou a capacidade de comunicação. Sempre em busca de novidade e ávido
por novas formas de comunicação, o homem utilizou durante muito tempo na
Antiguidade o papiro, que foi levado para a Ásia e Europa pelos mercadores,
porém acabou desaparecendo no século VIII devido ao bloqueio árabe no
Mediterrâneo. A alternativa a partir de 401 a.C. foi o pergaminho, porém “a
pele de carneiro” era muito cara. Difundido em II a. C. em Pérgamo, na Ásia
Menos, hoje Turquia, o pergaminho foi a opção do período. Mas o grande avanço
ocorreu no ano 105 com a descoberta do papel pelos chineses. A inovação foi
difundida no extremo Oriente, chegando a Coreia no século II e na Europa no
século XI, na Espanha, e no século XII, na Itália.
É difícil analisar os aspectos levando em consideração que
tudo isso ocorreu num outro período muito diferente do atual. Hoje, as mudanças
são muito mais rápidas. Mesmo assim, é possível dizer que todo esse histórico
foi fundamental para a comunicação e seus avanços. Com o papel, e na sequência,
a reprodução dos primeiros livros, o conhecimento pode ser compartilhado, fato
que hoje se percebe num simples clique.
Tudo foi válido, ainda mais levando em
conta que naquele período não existia telefone, correio, televisão e, muito
menos internet. Aliás, nem se imaginava que um dia poderíamos saber o que
acontece do outro lado do mundo de forma instantânea.
Então galera, dê uma espiada abaixo em um infográfico que
resume um pouco esta trajetória.
Agora um ensaio talvez mais moderno.
E para quem é ainda mais clean, uma outra versão.
14/09/2012
Repórteres de Guerra
O filme “Repórteres de Guerra”, que assistimos no Ciclo
Semana da Fotografia no UCS Cinema, no dia 17 de agosto, serviu para refletir
sobre a prática do jornalismo sob as lentes de um fotógrafo. Justamente por
retratar uma história real e mostrar como uma boa imagem pode contar ao mundo o
que acontece em qualquer lugar do planeta, ele já assume um papel de extrema
importância no meio da comunicação. A ética que permeia o ambiente ressalta aos
olhos de quem assiste quando, especialmente, as fotos expõem a extrema
violência e brutalidade vividas na África do Sul, após o fim do regime de
Apartheid South Africa. É uma exposição que choca, porém denuncia. O grupo de
jovens repórteres de guerra – Greg Marinovich, João Silva, Kevin Carter e Ken
Oosterbroek – tornam-se amigos, mas acima de tudo cúmplices no compromisso de
contar a verdade ao mundo. Eles arriscam suas vidas para eternizar em imagens
as cenas brutais. Marinovich e Carter foram os únicos a ganhar o Prêmio
Pulitzer de Jornalismo. No entanto, isso tudo nos faz refletir se tudo vale a
pena por uma boa foto. Até que ponto a segurança deve estar acima do trabalho?
O fotógrafo deve ou não interferir na notícia? Existe limite para o
fotojornalismo?
2001 - Uma Odisseia no espaço
"2001 - Uma Odisseia no espaço” é uma contagem regressiva para o futuro, o mapa para o destino da humanidade, uma indagação para o infinito. Fascinante, o filme ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1968, mostrando o drama entre a máquina e o homem envolto em música e movimento. É possível compreender que a personagem principal é a própria humanidade, com ênfase para o Homo Sapiens.
Ao lidar com elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre, o filme destaca o realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens surrealistas e a inexistência, quase que total, de diálogo, o que não compromete de forma alguma a eficiência da produção quanto ao seu poder de comunicação. A própria trilha sonora demonstra o quanto é possível passar ao público diversas mensagens, gerando comportamentos distintos. É basicamente uma experiência visual e não verbal.
O filme nos ajuda a compreender como a comunicação evoluiu ao longo dos tempos. O homem, desde que começou a viver em sociedade, sempre teve a necessidade de se comunicar. Dos grunhidos da pré-história, passando pelas pinturas rupestres e pela invenção da escrita, o homem foi aperfeiçoando sua forma de se comunicar. Com a descoberta da escrita, o registro dos acontecimentos no papiro e, logo mais adiante, em livros, torna-se possível ter uma real noção de como o homem vivia e se comunicava.
A tecnologia trouxe o rádio, que ampliou a disseminação de ideias, encurtando distâncias. Surge, então, o conceito de comunicação de massa, que ganha ainda mais força com jornais diários e a televisão. Com o advento da Internet, a capacidade de comunicação é ainda mais ampliada, colocando pessoas de diferentes regiões do mundo em contato simultâneo.
É a evolução do homem em equilíbrio com a da comunicação, hoje muito mais veloz do que na pré-história.
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