O jornal impresso entrou para a história definitivamente quando a
experiência tipográfica se somou à jornalística. Com a descoberta do
papel, a escrita ganhou maior amplitude devido à edição dos livros. Daí
até os jornais impressos foi um pulo significativo. Sem a associação de
todos esses elementos o jornal impresso não teria surgido.
O
jornal impresso surgiu por volta do ano 1600, um século e meio depois da
descoberta da tipografia. Neste intervalo, somente os livros eram
impressos tipograficamente e os jornais, feitos à mão. A tipografia
realmente ajudou a multiplicar os jornais, mas, em sua essência, eles
nada tem a ver com o invento. Sendo assim, a palavra jornal se
transformou em vestimenta de ideias. Para COSTELLA (2002), jornal é
“toda e qualquer publicação dotada de atualidade, periodicidade e
variedade de matéria”. O autor destaca que existem outros tipos de
jornais: o de rádio e o de televisão, por exemplo, que nada têm a ver
com a tipografia.
Um exemplo curioso que ele traz é o Jornal de Poste,
um periódico datilografado em folhas de papel com cópias feitas com
carbono que era afixado em placas estrategicamente distribuídas na
cidade. As manchetes eram escritas à mão. Esse tipo de jornal pode ser
comparado hoje aos cartazes que são colocados em murais de escolas e
empresas, e ainda comprovam sua eficácia pela agilidade e atualidade.
Entretanto, se levarmos em consideração a evolução dos canais de
comunicação podemos dizer que um Blog exerce o mesmo papel de uma
maneira muito mais rápida e multiplicadora.
Já o Mural Romano se
assemelha muito mais a “house organs”, como forma de prestar contas ao
público afim sobre suas ações, compartilhando informações de interesse
coletivo. Então, podemos nos arriscar a dizer que hoje ao invés do
Jornal de Poste temos o “Face a Face”, e no lugar do Mural Romano o
“News”.