"2001 - Uma Odisseia no espaço” é uma contagem regressiva para o futuro, o mapa para o destino da humanidade, uma indagação para o infinito. Fascinante, o filme ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1968, mostrando o drama entre a máquina e o homem envolto em música e movimento. É possível compreender que a personagem principal é a própria humanidade, com ênfase para o Homo Sapiens.
Ao lidar com elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre, o filme destaca o realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens surrealistas e a inexistência, quase que total, de diálogo, o que não compromete de forma alguma a eficiência da produção quanto ao seu poder de comunicação. A própria trilha sonora demonstra o quanto é possível passar ao público diversas mensagens, gerando comportamentos distintos. É basicamente uma experiência visual e não verbal.
O filme nos ajuda a compreender como a comunicação evoluiu ao longo dos tempos. O homem, desde que começou a viver em sociedade, sempre teve a necessidade de se comunicar. Dos grunhidos da pré-história, passando pelas pinturas rupestres e pela invenção da escrita, o homem foi aperfeiçoando sua forma de se comunicar. Com a descoberta da escrita, o registro dos acontecimentos no papiro e, logo mais adiante, em livros, torna-se possível ter uma real noção de como o homem vivia e se comunicava.
A tecnologia trouxe o rádio, que ampliou a disseminação de ideias, encurtando distâncias. Surge, então, o conceito de comunicação de massa, que ganha ainda mais força com jornais diários e a televisão. Com o advento da Internet, a capacidade de comunicação é ainda mais ampliada, colocando pessoas de diferentes regiões do mundo em contato simultâneo.
É a evolução do homem em equilíbrio com a da comunicação, hoje muito mais veloz do que na pré-história.
